Archive Page 2

Leitores RSS

MÓDULO 2: Reportagem, Blogs e Podcasts
Exercício 3 – Comparação RSS e GoogleReader

Esta foi a primeira vez que tive contato com RSS e GoogleReader e para apresentar a experiência, eu escrevi nos três dias em que testei os dois serviços.

Primeiro dia (11 de maio de 2009)

Instalei o Feedreader versão 3.14 no meu computador e pela primeira vez tive contato com um leitor RSS. Dividi os sites escolhidos em três pastas: Colegas de curso, Compras e Notícias. O leitor RSS ainda possui as pastas “Não lidos” e “Starred news”. No Feedreader eu notei que a organização me ajudou muito. Como não poderia acompanhar muitos sites neste primeiro momento, optei por acompanhar um site de Compras (La Reina Madre, site de bolsas para mulheres), um site de Notícias (G1.com) e quatro blogs de colegas de curso. Entrei em contato com muitos deles e comentei em seus blogs. Aqueles que retornaram a visita foram adicionados nos links do blog e ao Feedreader. Foi interessante, pois pude começar a interagir com outros participantes do curso – e agora saber quando atualizam seus blogs.

O Feedreader apresenta um “pop up” no caso de sites atualizados, o que facilita a leitura. O único inconveniente neste primeiro dia foi o fato de que o programa está instalado em meu computador de casa, portanto não poderei acessar meus links de nenhum outro computador. Já o GoogleReader parece valer a pena justamente por ser “portátil”. Levarei meus links para qualquer local, já que tenho acesso pela minha conta do Google. Funciona como uma espécie de e-mail (Gmail). Porém, neste primeiro dia, ainda não consegui dividir os links em pastas e o leitor me pareceu um tanto confuso.

1º dia: Feedreader

1º dia: Feedreader

1º dia: GoogleReader

1º dia: GoogleReader

Segundo dia (12 de maio de 2009)

Ainda no meu trabalho, decidi dar uma olhada em meu GoogleReader. No fórum do curso, uma colega me explicou como adicionar pastas e organizar melhor meus sites e finalmente consegui deixar a organização semelhante ao Feedreader. Pude acessar os links e acompanhar as notícias. Conheci a ferramenta de compartilhar os sites com os contatos, mas decidi não compartilhar por enquanto. Quando cheguei em casa, abri novamente o Feedreader e percebi que gosto de suas funcionalidades. Posso ler os posts dos blogs praticamente inteiros na tela ao lado direito do programa. Em termos de praticidade e visualização, o Feedreader é melhor do que o GoogleReader. Porém, o leitor do Google ganha em um quesito: mobilidade. E na era da internet, é muito válido poder levar seus links para qualquer lugar e acessar de qualquer computador.

2º dia: Feedreader e o pop-up de sites atualizados

2º dia: Feedreader e o pop-up de sites atualizados

2º dia: GoogleReader organizado por pastas

2º dia: GoogleReader organizado por pastas

Terceiro dia (13 de maio de 2009)

No terceiro dia, comecei a aprender novas funções dos dois leitores. No Feedreader modifiquei os nomes dos contatos, o que facilitou a identificação dos colegas de curso pelo nome e não mais pelo nome do blog. Porém, ao fim do dia – já que só acesso o programa de casa –, o programa estava lotado de links e ficou quase impossível ler tudo. O GoogleReader é interessante pela sua “mobilidade”, embora eu não tenha conseguido modificar o nome dos sites acompanhados. Eu escolheria o leitor de RSS, mas, sem dúvida, em tempos em que o acesso precisa acontecer em qualquer hora e em qualquer lugar, o leitor do Google vence. Apesar de o exercício ter terminado, manterei o uso dos dois, até que eu possa optar manter somente um deles. A vantagem de ambos para o meu trabalho é poder acompanhar as notícias dos sites que eu mais visito sem ter que visitá-los e saber a hora exata em que as informações são atualizadas.

3º dia: Feedreader é aprovado! A visualização é boa. Sua desvantagem é estar instalado em uma única máquina.

3º dia: Feedreader é aprovado! A visualização é boa. Sua desvantagem é estar instalado em uma única máquina.

3º dia: Para usuária inicial, GoogleReader ainda parece um pouco confuso. Vantagem: pode ser acessado de qualquer computador.

3º dia: Para usuária inicial, GoogleReader ainda parece um pouco confuso. Vantagem: pode ser acessado de qualquer computador.

 

Agora quero saber sua opinião!

Anúncios

Viagem da Web 1.0 para a 2.0

A descoberta da comunicação instantânea começa a acontecer pela tela de um computador na era da internet. Em meados da década de 1990 qualquer cidadão comum poderia ter acesso ao que começou como um projeto para militares. Esperar os carteiros não era mais um problema: bastava enviar um e-mail que tudo estava resolvido. Nem tudo, na verdade, já que provedores que ofereciam os endereços eram pagos. Nesta mesma época, o ambiente da web proporcionou às empresas a possibilidade de visibilidade. Os sites eram quase como vitrines de produtos e serviços. Foi o estouro das empresas pontocom. Primeiro, em sucesso; em seguida, com a falência.

Muitos investidores perderam dinheiro, mas a internet não era um fracasso, muito pelo contrário. O termo web 2.0 aparece pela primeira vez explicado por Tim O’Reilly, presidente e fundador da editora O’Reilly Media, em 2004, quando buscava compreender o motivo de algumas empresas sobreviverem à crise. O resultado foi o diferencial que elas apresentavam: interatividade.

86196452

Os serviços de provedor pagos deram espaço para conexão gratuita e o usuário, que antes era apenas mero observador do que acontecia na internet, passou a ser participante do que se produzia para esse meio. A linguagem difícil e incompreensível para a maioria poderia ser mais acessível e estava disponível para o público em geral. Fazer parte da web significa, neste novo momento, realmente fazer parte dela – produzir, escrever, comentar, opinar, participar.

A chamada “segunda geração da internet” é marcada por internautas que não se contentam mais em serem espectadores. Da necessidade de gerar conteúdo nasceu a febre dos blogs, que são páginas simples e ágeis feitas pelos usuários comuns. Uma espécie de diário em que o dono pode interagir com quem o lê. Ao mesmo tempo, jornais on-line passaram a dar mais espaço para as opiniões dos leitores, criaram caixas de comentários, newsletters, atualizações RSS, e opções como “envie o texto a um amigo”.

Com geração de conteúdo e interatividade, os serviços da internet passaram a ser, então, mais personalizados. O usuário pode montar sua página de notícias com o que mais deseja e escolher a aparência de seu site preferido para compras. O portal Submarino, por exemplo, oferece a opção de personalizar a página, além de permitir ao comprador que comente sobre um livro ou filme e dê uma nota para os produtos, que pode servir de referência de compra para os demais visitantes.

Na web 1.0, a direção era somente site-internauta. A interatividade da web 2.0 passou a ser uma marca não somente na direção usuário-site, que é o retorno desse internauta, mas também passou a permitir que os usuários se comunicassem entre si. O site Adoro Cinema é um exemplo de interação entre pessoas que possuem os mesmos gostos. Amantes do cinema buscam o filme desejado, podem ver a sinopse e fotos e escrever uma pequena crítica. Troca de recados ainda mais intensa acontece no IMDB (Internet Movie Data Base), importante banco de dados sobre cinema em inglês. Usuários registrados participam de fóruns sobre os filmes escolhidos e trocam informações.

Outro exemplo do moderno mundo 2.0 é o site Mercado Livre. Nele, usuários vendem e compram mercadorias uns dos outros e podem, depois de feita a venda ou compra, dar um depoimento sobre o sucesso ou não da negociação. Aqueles que possuem muitas estrelas são considerados mais confiáveis. É o internauta criando informação para outro internauta, assim como acontece em um dos casos mais famosos da geração de conteúdo, o dicionário Wikipedia, cujos verbetes podem ser escritos por qualquer pessoa.

71077056

As novas tecnologias colaboram para o desenvolvimento da web 2.0. Cada vez mais, com diferentes recursos de áudio, vídeo e foto e a opção de escrever de qualquer lugar via celular, a internet torna-se mais dinâmica. Vídeos podem ser vistos e inseridos no YouTube e não há tempo a perder, como acontece com a ferramenta de miniblog Twitter, que mostra somente 140 caracteres e é a febre do momento. A febre passa, mas novas sempre chegam. E a comunicação instantânea de anos atrás, quando o e-mail surgiu, é cada vez mais rápida e diversificada. Porque a internet não deve parar somente em 2.0.

Fernanda França

Imagens: Gettyimages

Bem-vindos!

Este é o primeiro post. Sejam bem-vindos! Este blog foi criado como parte das atividades do curso “Jornalismo 2.0”, do qual sou aluna na quarta turma, em maio de 2009. O curso é do Knight Center for Journalism in the Americas – University of Texas at Austin. Aqui serão colocados os textos do curso e demais pensamentos sobre o Jornalismo 2.0. Aguardo comentários!